Captação, galerias e dissipadores dimensionados por tempo de retorno e área de contribuição.
NBR 10844
Drenagem é a disciplina que aparece quando falha, e ela falha de forma cara: erosão de talude, arrasto de pavimento recém-executado, alagamento de lote vendido e, no pior caso, responsabilização por dano a jusante. Nenhum desses problemas se resolve depois com facilidade.
O dimensionamento parte da chuva de projeto, definida por um tempo de retorno adequado à importância da via e da área. Escolher tempo de retorno baixo para economizar em galeria é transferir risco para o futuro — e o futuro, em drenagem, costuma chegar rápido.
O ponto que mais se subestima é o lançamento. A galeria concentra em um ponto uma vazão que antes escoava difusa pelo terreno. Sem dissipador dimensionado, o que sai da tubulação abre erosão no talude receptor e frequentemente atinge propriedade de terceiro — que é onde o problema técnico vira problema jurídico.
A sequência de trabalho, da primeira conversa à entrega.
Delimitação das áreas de contribuição, incluindo o que escoa de fora para dentro do empreendimento.
Definição da intensidade a partir da curva IDF aplicável à região e do tempo de retorno adotado.
Cálculo por trecho, acumulando contribuições ao longo da rede.
Locação de bocas de lobo em função do escoamento superficial e da capacidade de engolimento.
Dimensionamento das galerias, com verificação de velocidade e de recobrimento mínimo.
Definição do ponto de descarga e dimensionamento do dissipador de energia.
Para microdrenagem de vias locais trabalha-se usualmente entre 5 e 10 anos, e alguns municípios fixam o valor em norma própria. Estruturas de maior importância ou travessias pedem período mais longo. É decisão de projeto que deve ficar explícita no memorial, porque define o nível de risco assumido.
A água sai da galeria concentrada e com velocidade alta, e abre erosão no ponto de lançamento. Em pouco tempo isso compromete o talude, a própria saída da galeria e, com frequência, a área vizinha. É um dos itens mais baratos do projeto e um dos que mais gera passivo quando omitido.
Depende do que o município exige e da capacidade do corpo receptor. Vários municípios já condicionam a aprovação à contenção do acréscimo de vazão gerado pela impermeabilização. Isso se verifica na consulta prévia, porque uma bacia de detenção ocupa área e precisa entrar no urbanístico desde o início.
Clique na cidade para ver o contexto local — condicionantes geográficas, conselho da ART e Corpo de Bombeiros com jurisdição.
ART registrada no CREA-SC e PPCI analisado pelo CBMSC.
ART registrada no CREA-PR, com visto do conselho, e PPCI analisado pelo CBMPR — normativo distinto do catarinense.
Disciplinas que costumam ser contratadas junto com drenagem pluvial.
Poligonal georreferenciada, curvas de nível e memorial descritivo — a base sobre a qual todo o resto é projetado.
Ver detalhes →Parcelamento do solo: quadras, lotes, sistema viário, áreas verdes e institucionais dentro do que o plano diretor permite.
Ver detalhes →Cortes, aterros, taludes e quadro de volumes estaca a estaca, com o balanço entre corte e aterro fechado.
Ver detalhes →Traçado viário com alinhamento horizontal, greide, superelevação e seções transversais para vias urbanas e rurais.
Ver detalhes →Dimensionamento do pavimento asfáltico ou de concreto conforme o tráfego previsto e o subleito local.
Ver detalhes →Redes de distribuição de água potável para loteamentos, condomínios e áreas urbanas.
Ver detalhes →Redes coletoras, interceptores e traçado por gravidade compatível com a concessionária local.
Ver detalhes →Retorno no mesmo dia útil. Se o serviço não for o adequado para o seu caso, eu digo — vale mais do que vender o que não resolve.
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