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— Ferramenta gratuita —

Calculadora de taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento

Com a área do lote e os índices da zona no plano diretor, veja a área máxima de projeção (taxa de ocupação), a área máxima construída (coeficiente de aproveitamento), a área permeável mínima e, se informar as medidas e os recuos, a área que de fato sobra para construir.

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Resultado

Ferramenta de apoio ao pré-dimensionamento, de uso livre e gratuito. Não substitui projeto com responsabilidade técnica: o dimensionamento definitivo depende da análise do caso concreto e é registrado em ART no CREA.

Os três índices que definem o tamanho da obra

A taxa de ocupação (TO) é a relação entre a projeção horizontal da edificação e a área do lote: TO de 50% num lote de 360 m² permite 180 m² de projeção. O coeficiente de aproveitamento (CA) é a relação entre a área construída total e a área do lote: CA 1,5 no mesmo lote permite 540 m² somando todos os pavimentos. A taxa de permeabilidade (TP) é a parcela do lote que precisa ficar sem piso impermeável, para a água da chuva infiltrar.

Os três não são independentes. Dividindo CA por TO tem-se o número de pavimentos equivalentes: CA 1,5 com TO 50% dá 3 pavimentos de projeção máxima — ou 2 pavimentos maiores e um menor. E TO + TP não pode passar de 100%: o que sobra é o piso impermeável descoberto (calçadas, garagem descoberta, piscina).

Os recuos quase sempre mandam mais que a TO

Num lote de 12 × 30 m com recuos de 4 m na frente, 1,5 m nas laterais e 3 m nos fundos, a área útil é (12 − 3) × (30 − 7) = 207 m². Com TO de 50% (180 m²), a taxa limita. Mas num lote de 10 × 25 m com os mesmos recuos, a área útil cai para 7 × 18 = 126 m², abaixo dos 125 m² da TO — e é o recuo que define a casa. Por isso a calculadora cruza os dois.

O que muda de cidade para cidade

Não existe índice nacional: TO, CA, TP, recuos, gabarito e número máximo de pavimentos vêm da zona do lote no plano diretor de cada município, e mudam de rua para rua. Mudam também as regras do que conta como área computável — muitas cidades descontam garagem, sacada e área técnica do CA, e algumas contam beiral e marquise na TO. Essa leitura, feita antes de desenhar, é o que a NEV chama de estudo de viabilidade do lote; no Paraná, ela começa pela guia amarela; em Santa Catarina, pela consulta de viabilidade da prefeitura.

Fontes: Lei Federal 10.257/2001 (Estatuto da Cidade); planos diretores e códigos de obras municipais de SC e PR — índices por zona, consultados por lote na prefeitura.

Precisa do dimensionamento oficial? Conheça o estudo de viabilidade e aprovação na prefeitura da NEV Engenharia →

— Dúvidas frequentes —

Perguntas frequentes

O que é taxa de ocupação?

A relação, em porcentagem, entre a projeção horizontal da edificação e a área do lote. TO de 60% num lote de 300 m² permite 180 m² de projeção no térreo.

Qual a diferença entre taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento?

A taxa de ocupação limita a projeção no chão; o coeficiente de aproveitamento limita a área construída total somando os pavimentos. CA 2,0 num lote de 300 m² permite 600 m² construídos, distribuídos em quantos pavimentos a TO e o gabarito permitirem.

Garagem conta na taxa de ocupação?

Garagem coberta conta na projeção; se entra no coeficiente de aproveitamento depende do município — muitos descontam vagas cobertas da área computável. Vaga descoberta conta como piso impermeável, não como ocupação.

Onde encontro os índices do meu lote?

Na lei de zoneamento ou no plano diretor do município, pela zona em que o lote está. A maioria das prefeituras de SC e PR fornece uma consulta de viabilidade (em Curitiba, a guia amarela) com os índices do lote específico.

Posso construir no recuo frontal?

Em regra, não: o recuo frontal é não edificável. Alguns municípios admitem garagem descoberta, muro, abrigo de lixo e beiral. Construir no recuo gera auto de infração e impede o habite-se.

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